Israel é acusado de apartheid com os palestinos e árabes, pela Anistia internacional

Relatório de apartheid é rejeitado pelo governo israelense

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Terroristas palestinos do Hamas

Na última terça-feira (1), a Anistia Internacional publicou um relatório onde acusa o governo israelense de submeter os palestinos a um sistema de apartheid baseado em políticas de “segregação, expropriação e exclusão” que se equivalem a crimes contra a humanidade.

O documento da ONG de direitos humanos baseada no Inglaterra, afirma que estas práticas são dirigidas para a população palestina e árabes israelenses, descendentes de palestinos que continuaram a viver no país após a criação do Estado Judeu em 1948.

De acordo com a ONG, a conclusão é baseada em pesquisas e análises legais sobre a apreensão israelense de terras e propriedades palestinas, assassinatos ilegais, transferência forçada de pessoas e negação de cidadania.

Outras denúncias

Esta não é a primeira ou única organização a acusar Israel de Apartheid contra a minoria árabe palestina. Em abril de 2021, a Human Rights Watch (HRW), sediada nos Estados Unidos, publicou um relatório com conclusão semelhante.

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Já em 2017, uma agência vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU) publicou um documento com a mesma afirmação. Segundo a Comissão Econômica e Social para a Ásia Ocidental da ONU, “Israel estabeleceu um regime de apartheid que domina a população palestina como um todo”.

Reação israelense

No mesmo dia, o governo israelense disse que o relatório “consolida e recicla mentiras” de grupos de ódio e foi orquestrado para “promover o antissemitismo” e ainda acusou a Anistia Internacional de usar “duplos padrões e demonização para deslegitimar Israel”.

Antes da divulgação do relatório, na segunda-feira (31), o chefe da diplomacia israelense, Yair Lapid, pediu que o texto não fosse publicado. Para jornalistas ele comentou que “Israel não é um país perfeito, mas é uma democracia ajustada ao direito internacional, aberta a críticas”.

Reação palestina

Entre palestinos a divulgação do documento foi comemorado. Segundo o Ministério das Relações Exteriores palestino, “o Conselho de Segurança das Nações Unidas e a Assembleia Geral são obrigados a prestar atenção às provas convincentes apresentadas pela Anistia e outras organizações líderes de diretos humanos e responsabilizar Israel por seus crimes contra o povo palestino, inclusive por meio de sanções”.

Resposta da Anistia Internacional

Em contrarresposta às declarações feitas pelo governo israelense após o relatório se tornar público, a ONG Anistia Internacional garantiu que todos os dados foram colhidos por equipe profissional e baseados em fatos concretos. “O relatório é resultado de quatro anos de trabalho, pesquisa e comprometimento com a base do movimento Anistia. Temos 70 seções no mundo representando 10 milhões de pessoas que apoiam este relatório”, explicou a secretária-geral da ONG, Agnès Callamard.

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Sobre o Apartheid

O apartheid foi uma política de segregação racial que ocorreu entre 1948 e 1993 na África do Sul. Derivada do holandês, o termo significa “separação” na língua africâner. Este sistema foi utilizado pela minoria branca, descendentes dos colonizadores holandeses para dominar a maioria negra da região.

De acordo com o apartheid, que era uma política oficial do Estado sul-africano, cidadãos eram julgados de acordo a cor de pele e havia até proibição de casamentos mistos. O povo negro também era obrigado a portar documentos com informações pessoais.

Durante este período, o governo sul-africano confiscou propriedades de negros e removeu milhares para locais reservados para a etnia. Em ruas e estabelecimentos comerciais, placas determinavam a entrada para pessoas brancas e negras.

Até mesmo os serviços, direitos e deveres básicos eram pautados pela cor da pele: votação, estudos, moradias, trabalho, tratamento médico entre outros.

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Como sempre parece que só existe Israel no mundo para essa tal de anistia internacional. Nunca vi na apartheid algum negro politico ou soldado… Em Israel, os árabes são políticos, soldados, juízes e muito mais.

Texto: Raphael Branco (colaborador no Rio de Janeiro)

Fonte: G1

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