Congestionamento no transporte público israelense após o final da quarentena

Congestionamento no transporte público

Congestionamento no transporte público, usuários sem máscaras e passageiros que descem dos ônibus por medo de pegá-los. Esse é o atual cenário visto nos transportes públicos em algumas das cidades mais populosas de Israel. O serviço de trem por sua vez só será retomado em 16 de maio.

Horas depois que o governo israelense suspendeu a restrição de se deslocar somente 100 metros de casa, vários cidadãos israelenses voltaram a usar os transportes públicos e consequentemente começaram a se expôr mais a possíveis contágios por coronavírus, já que o número maior de passageiros tem sido maior do que o recomendado pelo Ministério da Saúde.

As aglomerações ocorreram especialmente em Tel Aviv e arredores, onde foi evidenciado um aumento na demanda, o que impediu o cumprimento das medidas de distanciamento ainda em vigor.

O Ministério dos Transportes estabeleceu um limite de 20 passageiros por ônibus, que em muitos casos foi excedido. “Às 8 da manhã, a linha 42 estava cheia de pessoas, incluindo o dobro do permitido”, disse Meir, que trabalha todos os dias no centro de Tel Aviv e assegura que nem o Estado nem os passageiros tomam as precauções necessárias: “Não há lugares para todos, as pessoas se esfregam umas nas outras, algumas não usam a máscara e outras a deixam no queixo”.

Outro usuário da mesma linha alertou que “basta chegar uma pessoa que tem o vírus para que outros 40 possam ser infectados” e enfatizou que, como a frequência do serviço não foi ajustada às novas medidas, a viagem se tornou perigosa. “Às vezes, por medo, desço no meio do caminho”, ele admitiu.

Danny viajou para trabalhar de Beer Sheva para Tel Aviv e reclamou que a diminuição da quarentena não foi acompanhada por uma normalização das frequências de transporte público. “É inadmissível, especialmente para pessoas como eu, com mais de 67 anos”, disse ele.

Congestionamento no transporte público

Por sua vez, Michal, que viaja frequentemente de Hedera para Tel Aviv, disse que decidiu desviar sua jornada para Netanya e de lá continuar até o destino final.

“Leva mais tempo, mas é a única maneira de pegar um ônibus. Na rota, as estações estavam cheias de pessoas sofrendo o mesmo pesadelo que eu sofri ontem “, afirmou.

O sindicato dos motoristas de ônibus descreveu como “absurda” que as diretrizes de distância em veículos para os quais tantas pessoas viajam diariamente não possam ser cumpridas, e pediu para reforçar as medidas de distanciamento social entre seus membros e passageiros.

Enquanto o Ministério da Saúde está analisando novas disposições para evitar contágio nos ônibus, a área de Transportes está concentrando seus esforços nas obras que estão sendo realizadas para permitir a reabertura do serviço de trem a partir de 16 de maio.

O retorno da atividade econômica antes que os trens estivessem prontos para circular gerou muitas críticas, e ainda será preciso esperar duas semanas para que essa situação normalize e ajude a descomprimir a demanda por serviços de ônibus.

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David Elmescany

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