De Volta à Vida

De Volta à Vida

“Você é judeu?”, dois jovens chassídicos perguntaram ao homem alto e de cabelos compridos que atendeu quando eles bateram em sua porta. Os dois estavam vasculhando o bairro, procurando judeus com quem compartilhar a mitsvá do lulav e do etrog.

“Tenho certeza que sim”, respondeu o homem. “E eu já fiz a bênção sobre o lulav e o etrog”, disse ele, antecipando a próxima pergunta.

Percebendo a perplexidade em seus rostos, o homem os convidou a entrar. “Eu tenho uma história muito interessante para contar sobre o Rebe de Lubavitch.”

“Não muito tempo atrás, eu estava com uma doença grave. Fui hospitalizado e entrei em coma. Os médicos desistiram sem mais esperança. De repente, um dia eu acordei. Para surpresa de todos, eu tive uma recuperação rápida. Os médicos chamaram isso de um milagre e eles estavam certos, mas ninguém sabia o verdadeiro motivo da minha recuperação inesperada.

Enquanto eu ainda estava em coma, eu me vi sendo levado perante a corte celestial. Uma multidão se reuniu para ouvir o veredito sendo pronunciado sobre a minha alma. Eu voltaria à vida ou não? Eu não tinha sido um observante de Torá em minha vida e tinha feito poucas mitsvot a meu favor. Então um membro da plateia, um judeu de aparência distinta com uma barba branca, anunciou: “Se ele voltar à vida, eu pessoalmente assumirei a responsabilidade por sua alma!”

O juiz olhou para o peticionário e disse: ‘Se o Rebe de Lubavitch está assumindo a responsabilidade pela vida desse jovem, podemos confiar nele’. Esse foi o ponto da virada na minha situação e comecei a me recuperar da minha doença até ficar completamente curado.  Deixei de pensar na visão que tive tirando-a completamente da minha mente. Eu não tinha certeza se era uma visão, um sonho ou uma alucinação. O nome ‘Rebe de Lubavitch’ não significava nada para mim e eu não tinha certeza de como eu ­­– um judeu completamente assimilado – teria alguma conexão com um Rebe.

Alguns meses se passaram, quando por acaso vi um anúncio num jornal. Era um anúncio sobre as atividades do movimento Chabad. A imagem que eu vi no anúncio parecia familiar, embora eu não pudesse precisar exatamente porquê. De repente, percebi que o rosto era do homem que assumira a responsabilidade pela minha alma, o Rebe de Lubavitch. Em seu mérito, eu havia retornado à vida. Eu ainda não tinha certeza do que ele tinha a ver comigo, mas decidi que, no mínimo, eu deveria entrar em contato com a pessoa a quem eu devia minha vida. Havia um número de telefone no anúncio, e liguei imediatamente.

O secretário que atendeu ao meu chamado ouviu minha história com grande interesse. Pediu-me que esperasse na linha. Presumi que ele estava falando com o Rebe. Poucos minutos depois, ele pegou o telefone novamente. Ele foi direto ao assunto: ‘O Rebe quer vê-lo imediatamente’.

“Pouco tempo depois eu estava a caminho de Nova York, e cheguei em Crown Heights, o bairro do Rebe. Eu me identifiquei com os secretários do Rebe e eles organizaram uma audiência imediata para mim com o Rebe. Quando cheguei à sala do Rebe, fiquei atordoado porque aquele era o rosto que eu havia visto na minha visão enquanto estava em coma.

“Sim”, disse-me o Rebe, “assumi a responsabilidade pela sua alma. No entanto, você precisa fazer a sua parte. Você está pronto?”

Eu concordei com todo o meu coração com quaisquer condições que o Rebe colocasse sobre mim. O Rebe disse-me para tomar a decisão de cumprir mitsvot e a primeira mitsvá que eu deveria começar a fazer foi a das Quatro Espécies de Sucot.

Resumindo sua história, o homem concluiu: “Foi assim que aconteceu nesta cidade, onde há poucos judeus, e você me encontrou… um judeu que já fez a brachá do lulav e o etrog!”

Fonte: Chabad Brasil

Viva Israel

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