Autoridade Palestina anuncia eleições nacionais

No poder desde 2005, Mahmud Abbas busca acordo entre Fatah e Hamas

eleições nacionais

Mahmud Abbas (85), presidente da Autoridade Palestina, anunciou na sexta-feira (15) datas para novas eleições nacionais marcadas para os dias 22 de maio e 31 de julho. Será a primeira vez em 16 anos que a população do país irá às urnas.

O anúncio foi feito após a assinatura de um decreto presidencial. Nele, fica expresso que toda a população palestina que vive nos territórios controlados pela Autoridade Palestina (Cisjordânia, Faixa de Gaza e Leste de Jerusalém), deverão ir às urnas no dia 22 de maio para a votação do Conselho Legislativo Palestino.

Se até esta data tudo ocorrer como planejado, outra votação acontece no dia 31 de julho. Nesse dia será a vez da eleição para a presidência da Autoridade Palestina, que atualmente é ocupada por Abbas.

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A última etapa dessas eleições está marcada para o dia 31 de agosto, em relação ao Conselho Nacional Palestino.

Durante todo o governo de Abbas, houve quatro tentativas de eleições nacionais, mas todas ruíram por pressão política e disputas entre os dois principais grupos políticos do país (Fatah e Hamas).

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Desde 2005 o Fatah, partido de Abbas, e o extremista Hamas, entraram em confronto na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, que hoje é controlada pelos islâmicos. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), atualmente vivem dois milhões de palestinos em condição de pobreza em Gaza. E 2,8 milhões deles na Cisjordânia, território controlado pela Autoridade Palestina, que divide espaço com 450 mil israelenses.

Mahmud Abbas ocupou o cargo de presidente da Palestina após a morte do líder Yasser Arafat, que fundou o Fatah (Movimento de Libertação Nacional da Palestina) em 1959.

Após o anúncio, o grupo Hamas aceitou o decreto presidencial afirmando que vai cumprir o que for acordado através de negociações entre os dois grupos. Em breve, líderes do Fatah e Hamas se encontrarão no Cairo (Egito) a fim de discutir termos de votação.

“É necessário agilizar a realização de um diálogo nacional abrangente no qual todas as facções palestinas participem sem exceção”, comentou o Hamas em um comunicado.

Apesar do anúncio da Autoridade Palestinas, observadores internacionais não acham que dessa vez acontecerá uma união de ideais entre as duas facções.

Texto: Raphael Branco (colaborador no Rio de Janeiro)

Fontes: The Time of Israel, G1

David Elmescany

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