Gabinete Corona aprovou: Restrições nos finais de semana.

finais de semana.

Pacote foi aprovado em reunião que avançou pela madrugada e inclui fechamento de lojas, praias e academias, além da proibição de encontros com mais de 10 pessoas em locais fechados.

As ações foram menos restritivas que as inicialmente sugeridas pelo Ministério da Saúde, que chegou a propor um confinamento total nos finais de semana. 

Desde o início da semana, 20 pessoas morreram no país, vítimas de Covid-19, sete apenas nesta quinta. Em apenas um dia, 1.939 novos casos da doença foram registrados. 

Leia mais: Milhares protestaram em Israel contra gestão da pandemia pelo governo

Segundo o Ministério da Saúde, existem atualmente 25.305 casos ativos, com 543 pessoas hospitalizadas, sendo 202 em estado grave. Desde o início da epidemia, Israel soma 46.059 casos e 384 mortes. 

Os pontos do plano israelense são os seguintes: 

  • Lojas e academias deverão fechar a partir das 17 horas das sextas-feiras. Praias também serão fechadas aos finais de semana a partir do dia 24. Academias para treino de atletas profissionais poderão funcionar, assim como farmácias e supermercados;
  • Proibição de encontros de mais de 10 pessoas em locais fechados e 20 em locais abertos, com exceções abertas para grupos de trabalho e famílias;
  • Restaurantes poderão operar apenas em sistemas de delivery ou retirada;
  • Restaurantes em hotéis terão sua capacidade restrita a 35% de ocupação;
  • Shoppings, mercados, salões de beleza e barbeiros, bibliotecas, museus, piscinas e locais turísticos também serão fechados nos finais de semana;
  • Serviços públicos operarão com 50% de sua capacidade e terão atendimento presencial fechado ao público.

Nos últimos dias, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu tem sido alvo de protestos, inclusive com manifestações em frente sua residência oficial, contra as acusações de corrupção que ele enfrenta, mas também pela maneira como tem lidado com o combate à pandemia. Mesmo durante a reunião, enquanto as medidas eram discutidas, centenas de pessoas manifestavam no local. 

Na reunião desta quinta, ele defendeu a aplicação das novas medidas, afirmando que, sem elas, Israel chegaria a “1.600 pacientes graves em três semanas”. 

Benny Gantz, primeiro-ministro rotativo de Israel, sugeriu ainda que fosse criado um confinamento noturno durante a semana, mas a medida não foi aprovada.

David Elmescany

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