Palestinos alertam para guerra religiosa se judeus ‘invadirem’ Monte do Templo

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Autoridades Palestinas alertaram no domingo contra tentativas de judeus de “invadir” o complexo da Mesquita de al-Aqsa (Monte do Templo) durante os feriados judaicos, dizendo que isso desencadearia uma “guerra religiosa”.

Eles pediram aos palestinos que convergissem para o local nos próximos dias para frustrar as supostas tentativas.

Os palestinos condenam regularmente as visitas de judeus ao complexo do Monte do Templo  embora os visitantes não entrem na mesquita em si.

“Os árabes podem visitar normalmente qualquer lugar religioso judaico sem nem uma proibição ou ameaça por parte dos judeus.”

O aviso veio menos de um mês antes do início do mês sagrado do Ramadã, durante o qual centenas de milhares de fiéis muçulmanos participam de orações em al-Aqsa e no Domo da Rocha na Cidade Velha de Jerusalém.

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Durante o Ramadã do ano passado, ocorreram confrontos entre palestinos e a polícia israelense no complexo e em outras partes da Cidade Velha.

Mahmoud al-Habbash, principal juiz islâmico da AP e conselheiro presidencial para assuntos religiosos, acusou Israel de tentar iniciar uma guerra religiosa “que queimaria o mundo inteiro”.

Ele afirmou que “gangues de colonos exploram feriados judaicos para invadir a abençoada mesquita de Aqsa para impor um fato consumado lá como parte dos esquemas de judaização visando Jerusalém e os locais sagrados islâmicos”.

Habbash exortou os palestinos que conseguem chegar à mesquita de al-Aqsa “a intensificar sua presença lá nos próximos dias para frustrar os planos dos grupos de colonos e defender a mesquita”.

A liderança palestina, disse ele, está acompanhando de perto os eventos no complexo da mesquita “e as tentativas do Estado de Israel de aumentar a tensão em Jerusalém”.

Habbash afirmou que as “incursões” fazem parte de um esquema israelense para dividir o Monte do Templo no tempo e no espaço entre muçulmanos e judeus.

Ele acrescentou que os palestinos estão determinados a impedir as supostas “incursões”.

“ A mesquita de Al-Aqsa pertence apenas aos muçulmanos”, disse ele. “Os não-muçulmanos não têm direito a isso, conforme declarado no Alcorão e confirmado pelas leis internacionais e resoluções da UNESCO.”

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Habbash pediu a todos os muçulmanos que enfatizem a identidade islâmica da mesquita “e enviem uma mensagem clara ao mundo de que prejudicar Jerusalém e a Mesquita de Aqsa seria considerado um ataque à fé de mais de um bilhão e meio de muçulmanos”.

O Grande Mufti de Jerusalém Sheikh Mohammed Hussein pediu aos palestinos que cheguem à mesquita “para confrontar os apelos lançados por grupos extremistas de colonos para invadi-la durante o feriado judaico de Purim” no final desta semana.

O mufti alertou que os colonos tentarão trazer apitos e fantasias para a mesquita durante o feriado, “além de cantar, dançar e comemorar em seus portões”.

“Prejudicar a santidade da mesquita al-Aqsa é um crime hediondo, que faz parte dos esforços para impor um novo fato consumado lá”, argumentou Hussein.

Ele apelou aos órgãos e organizações regionais e internacionais “para intervir para impedir essas violações contra a mesquita” e alertou que Israel estava “empurrando a região para uma guerra religiosa”.

O Ministro de Assuntos Religiosos da AP, Hatem al-Bakri, emitiu um aviso semelhante.

“Os crescentes e perigosos planos israelenses contra Jerusalém, representados por tentativas contínuas de interferir nos assuntos do Haram al-Sharif (Nobre Santuário), escavações intensivas sob a mesquita de al-Aqsa, projetos de assentamentos e incursões diárias, não passam de uma tentativa mudar o status quo”, disse.

Bakri acrescentou: “A continuação desses crimes e chamadas provocativas [de judeus para visitar o Monte do Templo] obriga o mundo a assumir suas responsabilidades e a intervir seriamente para acabar com essas violações”.

*É claro que os palestinos esquecem que no mesmo local existia antes o templo de Jerusalém, e que o local não é sagrado para eles. Nunca vi em lugar sagrado alguém jogar futebol ou criar conflitos e quebrar tudo, como acontece geralmente por lá. Nós sabemos na verdade que eles querem chamar atenção do mundo, pois estão incomodados que o mundo todo já entendeu que eles não passam de mentirosos. E Inventam que grupos de judeus extremistas querem invadir o local para criar o ódio entre os jovens árabes que não falam hebraico, assim toda a informação que eles recebem é em árabe e manipulada pela mídia deles.”

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