Israel alcançou “uma espécie” de imunidade coletiva

Israel alcançou “uma espécie de” imunidade coletiva contra o coronavírus devido à sua campanha de vacinação acelerada, disse um especialista em saúde de alto nível no domingo.

Eran Segal, professor do Instituto Weizmann, disse que, apesar da diminuição dos casos de COVID-19, seria benéfico vacinar crianças de 12 a 15 anos. Ele alertou contra a reabertura do Aeroporto Ben Gurión e observou sua preocupação com a variante brasileira.

O governo israelense lançou sua campanha para imunizar a população em dezembro e, desde então, mais da metade de seus habitantes recebeu ambas as doses da vacina. “É possível que estejamos experimentando algum tipo de imunidade coletiva”, explicou o professor Eran Segal, do Instituto Weizmann.

“Quase 70% da população está vacinada ou recuperada [do coronavírus]. Quando você olha para os dados, você vê que durante os últimos dois meses e meio vimos uma diminuição constante nos casos. Tal coisa nunca tinha acontecido antes”, disse ele.

imunidade coletiva

Segal também disse que, apesar do declínio nos casos de coronavírus no país, ainda seria “benéfico” vacinar crianças assim que a Food and Drug Administration (FDA) dos EUA aprovar a vacina Pfizer para uso em adolescentes de 12 a 15 anos.

“Se a vacina for comprovadamente segura para crianças e autorizada, ela pode nos ajudar a manter o sucesso da campanha de vacinação e evitar a propagação. Vale lembrar que Israel é um país com uma população muito jovem e, em países desse tipo, a vacinação de crianças poderia impedir ainda mais a transmissão da doença”, disse ele.

Professor Eran Segal do Instituto Weizmann.imunidade coletiva

Segal acrescentou que a remoção de algumas restrições ainda em vigor, como o uso de máscaras em espaços abertos, pode ser acelerada, mas Israel deve permanecer alerta e prestar atenção em como o vírus se comporta.

“A maioria das restrições pode ser removida”, disse ele. No entanto, ele ressaltou que “no que diz respeito ao aeroporto Ben Gurión, ainda é necessária cautela. Sabemos que é o único ponto de entrada para novas variantes. Tem uma variante que provavelmente ainda não chegou a Israel e é a variante brasileira”, disse. “É uma variante que pode ser resistente a vacinas e que pode vir não apenas do Brasil, mas de qualquer lugar do mundo”, concluiu.

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David Elmescany

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