Israel e Emirados Árabes Unidos normalizarão laços em acordo ‘histórico’ mediado por EUA

Israel e Emirados Árabes Unidos anunciaram nesta quinta-feira um acordo para normalizar as relações com a mediação dos Estados Unidos. Este é o terceiro acordo que o Estado hebreu faz com uma nação árabe. 

O acordo, anunciado em primeira mão pelo presidente dos EUA, Donald Trump no Twitter.

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“ENORME avanço”, tuitou Trump nesta quinta-feira, referindo-se ao “Acordo de Paz Histórico entre nossos dois GRANDES amigos”. 

Estabelecer laços diplomáticos entre Israel e os aliados de Washington no Oriente Médio, incluindo as ricas monarquias conservadoras do Golfo, é um objetivo fundamental da estratégia regional de Trump para conter o Irã, que também é um arquiinimigo de Israel. 

O acordo tornaria os Emirados Árabes Unidos o terceiro país árabe com o qual Israel mantém relações diplomáticas depois dos acordos de paz com Egito e Jordânia. 

O anúncio marca uma importante conquista de política externa para Trump, que se encaminha para uma difícil campanha pela reeleição em novembro. 

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O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu disse que se trata de um “dia histórico” e que o acordo marca “uma nova era nas relações entre Israel e o mundo árabe”. 

Netanhyahu, entretanto, afirmou que a anexação de terras da Cijordânia “foi adiada”, mas que “não se renunciou a ela”. 

O polêmico plano Trump, revelado em janeiro e fortemente contestado pelos palestinos, ofereceu um caminho para Israel anexar territórios e assentamentos judeus na Cisjordânia, comunidades consideradas ilegais segundo o direito internacional. 

“Durante uma ligação com o presidente Trump e o primeiro-ministro Netanyahu, um acordo foi alcançado para impedir a anexação israelense de territórios palestinos”, escreveu o xeque Mohammed bin Zayed Al-Nahyan em sua conta no Twitter. 

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No entanto, o grupo islâmico palestino Hamas, que comanda a costa da Faixa de Gaza, rapidamente expressou que o acordo “não serve à causa palestina”.

– ‘Expandindo laços’ –

O presidente Abdel Fattah al-Sissi do Egito, que assinou um tratado com Israel em 1979 contra a oposição de todo o mundo árabe, elogiou o acordo “sobre a suspensão da anexação de terras palestinas por Israel” e disse esperar que ele traga “paz” para o Oriente Médio. 

Trump sugeriu a jornalistas que mais avanços diplomáticos entre Israel e os países árabes da região são esperados, sem dar mais detalhes. 

“Estão acontecendo coisas sobre as quais não posso falar”, resumiu. 

O Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, descreveu o acordo como “um passo significativo para a paz no Oriente Médio”. 

“Os Estados Unidos esperam que este passo corajoso seja o primeiro de uma série de acordos que encerram 72 anos de hostilidades na região”, disse Pompeo. 

Israel tem relações difíceis, às vezes violentas, com o mundo árabe e muçulmano desde sua fundação em 1948. 

O acordo seria assinado na Casa Branca em uma data futura, segundo Pompeo. 

Richard Hass, presidente do Conselho de Relações Exteriores, disse à AFP que o acordo foi “um marco na aceitação árabe de Israel na região”. 

Também foi “um freio à anexação, que colocaria em risco a paz de Israel com a Jordânia e o futuro de Israel como um Estado judeu democrático”, disse. 

Em um comunicado conjunto, Trump, Netanyahu e o príncipe Mohammed relataram ter conversado nesta quinta-feira “e concordaram com a normalização total das relações entre Israel e os Emirados Árabes Unidos”. 

Delegações de Israel e dos Emirados Árabes Unidos se reunirão nas próximas semanas para assinar acordos bilaterais sobre investimento, turismo, voos diretos, segurança e estabelecimento de embaixadas recíprocas, disseram. 

“A pedido do presidente Trump com o apoio dos Emirados Árabes Unidos, Israel suspenderá a declaração de soberania sobre as áreas delineadas no (acordo) Visão do Presidente para a Paz e concentrará seus esforços agora na expansão dos laços com outros países do mundo árabe e muçulmano”, diz o texto da declaração. 

“Os Estados Unidos, Israel e os Emirados Árabes Unidos estão confiantes de que avanços diplomáticos adicionais com outras nações são possíveis e trabalharão juntos para atingir esse objetivo”, acrescentou Aaron David Miller, um veterano negociador dos EUA no processo de paz do Oriente Médio e analista do Carnegie Endowment for International Peace.

Fonte 

David Elmescany

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