Uma trégua de longo prazo entre Israel e o Hamas

Menos de uma semana após o cessar-fogo e o fim da Operação Guardião dos Muros, o Egito iniciou contatos com Israel e o Hamas para estabelecer uma mesa de negociações que permitirá uma trégua de longo prazo.

As negociações procurarão estabelecer as condições para o necessário trabalho de reparação na Faixa da Gaza, afetado por 11 dias de conflito, e um acordo de prisioneiros que permita o retorno ao território israelense de dois civis e os corpos de dois soldados mantidos em Gaza desde 2014.

Israel e o Hamas

As negociações serão realizadas no Cairo com enviados de ambos os lados sentados em salas separadas, com um mediador egípcio transmitindo as mensagens de uma sala para a outra, como foi feito em negociações passadas.

Os convites devem ser formalizados no domingo, após dias em que uma delegação egípcia realizou reuniões em Tel Aviv, Ramallah e Gaza. Se o diálogo se concretizar, estima-se que Meir Ben Shabat, chefe do Conselho de Segurança Nacional, liderará a delegação israelense.

Ao mesmo tempo, Antony Blinken, secretário de Estado dos EUA, continua sua visita ao Oriente Médio que começou na terça-feira em Israel, e nesta quarta-feira ele desembarcou no Egito para se encontrar com o presidente Abdelfatah El-Sisi e outros funcionários importantes.

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O chefe da diplomacia disse que trabalharia para mobilizar recursos de todo o mundo para Gaza e garantiu que essa ajuda não cairia nas mãos do Hamas, apontado por desviar contribuições internacionais para alvos terroristas. “Nós dois acreditamos que israelenses e palestinos devem viver com dignidade e segurança”, disse Blinken após o encontro com El-Sisi, minutos antes de continuar sua viagem à Jordânia.

Pouco depois, o governo egípcio emitiu um comunicado no qual pediu aos Estados Unidos uma maior intervenção nas negociações entre israelenses e palestinos.

David Elmescany

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