Israel registra sua primeira morte por coronavírus

Corona

Ontem, o coronavírus fez a sua primeira vitima fatal em Israel. Um senhor de 88 anos, sobrevivente do holocausto, que tinha várias condições pré-existentes e já estava há alguns dias internado no hospital Shaarei Tsedek, em Jerusalém.

Um porta-voz do ministério da saúde acrescentou que dez outras pessoas infectadas, incluindo um homem de 45 anos, estão em estado crítico.

Por outro lado, uma medida que impõe isolamento obrigatório à população foi aprovada por unanimidade pelo Gabinete de Ministros em uma reunião por telefone e já entrou em vigor em todo o país.

Como toda regra tem sua exceção, foi liberada uma lista para os cidadãos saberem quando é permitido sair de suas casas: trabalhos considerados essenciais; para receber assistência médica; para comprar comida; doar sangue ou ajudar pessoas que precisem, entre outras poucas atividades, respeitando sempre as instruções para manter uma distância de dois metros e evitar reuniões com mais de 10 pessoas.

Há semanas, Israel começou a tomar medidas rigorosas para impedir a propagação do coronavírus, e as autoridades locais relataram ainda hoje que quase meio milhão de pessoas (de uma população total de cerca de nove milhões) solicitou ajuda do Seguro desemprego desde o início do mês, 81.000 deles somente nos últimos 2 dias.

Nos últimos dias, o Exército e os serviços de inteligência Shin Bet (Shabak) e Mossad aumentaram sua participação na luta contra a pandemia, através de tarefas como apoio logístico à saúde, fabricação de máscaras, uso de tecnologia avançada para rastrear pacientes e a localização dos kits de teste no exterior.

Como aconteceu em muitos dos países afetados, o aumento do controle sobre possíveis pessoas afetadas gerou um rápido aumento no número de pessoas infectadas, que há três dias era apenas 324, embora os especialistas em Saúde indiquem que o número de pessoas afetadas é muito mais alto do que os números oficiais indicam podendo chegar a milhares.

A pandemia do coronavírus, que começou na China em dezembro do ano passado e atingiu a Itália, Espanha e Irã, entre outros países, com grande força, está se espalhando rapidamente e já registra mais de 300.000 infectados e mais de 11.000 mortes pelo mundo, com casos registrado em mais de 180 países.

David Elmescany

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