Israel testará novo laser para interceptar drones e mísseis

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Sistema de defesa israelense Iron Dome, em imagem de 21 de novembro de 2019

Israel testará nas próximas semanas um novo laser para facilitar a interceptação de drones, ou de mísseis antitanque – disseram as autoridades locais, em um contexto de grande tensão com seu principal rival regional, o Irã.

Nesta semana, o ministro da Defesa comemorou esse “avanço” tecnológico para reforçar o arsenal antiaéreo de Israel, que lançou um ataque na Síria em agosto para conter o “ataque de drones camicases (sic)” do Irã, segundo o Exército israelense.

Após esse ataque, o Hezbollah libanês pró-iraniano lançou mísseis antitanque na direção de Israel, que respondeu disparando contra o sul do Líbano.

Desenvolvido por Israel, o novo laser terá a capacidade de interceptar “tudo o que for lançado” em direção ao Estado hebreu, em particular mísseis de longo alcance, mísseis antitanque e drones, informou uma autoridade da Defesa.

O dispositivo vai-se somar ao sistema “Iron Dome” (“Cúpula de Ferro”), que protege o território de mísseis de curto alcance, Escudo de David (médio alcance) e Arrow (longo alcance), acrescentou a mesma fonte.

Os testes do Ministério da Defesa serão realizados durante este ano, com o objetivo de que os lasers possam ser utilizados em plataformas móveis.

Segundo as autoridades, esse “avanço” deriva do uso de eletricidade, e não da química para gerar energia a laser, que é mais eficiente e menos dispendiosa do que os mísseis atualmente usados para combater as ameaças aéreas.

O mais importante é o fator de velocidade, porque, uma vez identificado o alvo, o laser pode eliminá-lo em “um segundo”, explicou à AFP Isaac Ben Israel, ex-chefe de pesquisa do Ministério da Defesa que agora dirige o programa de estudos de segurança na Universidade de Tel Aviv.

“Israel já tem um bom sistema de defesa aérea (…) O problema é quando balões, ou drones, são lançados a algumas centenas de metros, e você só os vê quando já podem lançar um bomba”, comentou.

“Os sistemas regulares de defesa (…) são insuficientes. A ameaça é imediata demais”, ressaltou. “É aqui que o sistema (laser) tem uma vantagem”, alegou.

Ele observou que a baixa visibilidade causada por nuvens, ou por tempestades de areia, pode reduzir o uso dessa tecnologia.

O anúncio israelense dessa “inovação” tecnológica acontece em um contexto de tensões regionais exacerbadas após um ataque americano que matou o general iraniano Qassem Soleimani, um poderoso arquiteto da estratégia iraniana no Oriente Médio, na semana passada em Bagdá.

Fonte:

Viva Israel

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