Microsoft investe US$ 78 milhões em startup de Israel que procura terroristas palestinos.

A empresa tem como carro-chefe o programa Better Tomorrow, que é capaz de rastrear pessoas por meio de reconhecimento facial

Exercito

Microsoft investiu US$ 78 milhões de dólares à startup AnyVision —  que produz software de reconhecimento facial. A startup é sediada em Israel e tem como carro-chefe dos produtos o programa Better Tomorrow, que possibilitaa identificação das pessoas de forma rápida e precisa mesmo em multidões por meio da inteligência artificial.

De acordo com relatos da NBC e do Haaretz, o software está sendo usado para procurar terroristas na Cisjordânia. 

Segundo cinco fontes familiarizadas com o assunto, a tecnologia da AnyVision abastece um projeto secreto de vigilância militar em toda a Judéia e Samaria. O programa foi tão bem-sucedido que a startup ganhou o principal prêmio de defesa do país em 2018. Durante a apresentação, o ministro da Defesa de Israel elogiou a empresa — sem citar seu nome — por impedir ataques terroristas.

Esta não é a primeira vez que Israel se envolve em vigilância em massa. No final dos anos 2000, os serviços de inteligência israelenses estavam monitorando cidadãos israelenses, com foco nos árabes e nos palestinos, usando o Facebook e outras plataformas de mídia social.

Como Israel usa a tecnologia 
Uma lei de privacidade lançada em 2018 atualizou as proteções dos cidadãos israelenses no direito constitucional à privacidade. A lei exige que os bancos de dados de coleta de informações sejam feitas apenas com o consentimento dos cidadãos israelenses. Essa medida elevou a lei de privacidade de Israel a um nível superior ao das regulamentações da UE, por exemplo.

No entanto, os palestinos que vivem na Cisjordânia não têm cidadania israelense e, portanto, não são protegidos pelas leis de privacidade israelenses. “O que você precisa entender é que Israel tem três sistemas jurídicos separados: um para israelenses dentro de Israel, um para colonos israelenses na Cisjordânia e outro para palestinos que vivem nos territórios”, diz o advogado israelense Jonathan Klinger.

Segundo ele, o monitoramento de palestinos por Israel vai muito além do reconhecimento facial. O país também monitora as mídias sociais palestinas em busca de incitação ou intenção de realizar um ataque terrorista. 

“Não vejo legalmente um motivo para não usar [reconhecimento facial] em postos de controle contra terroristas, afirmou Klinger. 

Viva Israel

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