Mike Pompeo inicia visita a Israel.

Mike Pompeo
Mike Pompeo

O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, iniciou nesta quarta-feira (18) uma visita de dois dias em Israel.

Após sua passagem por França, Turquia e Geórgia, o chefe da diplomacia americana chegou a Israel.

A provável sucessão na Casa Branca levanta várias dúvidas sobre o futuro das sanções americanas ao Irã, o plano de Washington para resolver o conflito entre Israel e Palestina e a normalização das relações do Estado hebreu com os países árabes.

Em Tel Aviv, está o ministro das Relações Exteriores do Bahrein, Abdellatif al-Zayani, representando a primeira visita oficial de um ministro desta monarquia do Golfo a Israel.

Al-Zayani se reuniu na quarta-feira (18) com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e com Pompeo para abordar a normalização de relações entre o Estado hebreu e os países árabes, que estão criando com Israel uma coalizão para impedir as ambições regionais do Irã.

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Bahrein e Emirados Árabes Unidos assinaram em setembro, em Washington, acordos para estabelecer relações com Israel. A decisão é vista como “traição” pelos palestinos.

Os palestinos consideram que esses acordos quebram a ideia até agora considerada no mundo árabe de que qualquer normalização das relações com Israel exige antes um acordo de paz israelense-palestino.

Segundo o jornal “The New York Times”, Donald Trump sondou na semana passada vários de seus principais colaboradores para implementar “nas próximas semanas” uma ação contra uma instalação nuclear iraniana, mas foi dissuadido de executá-la.

Pompeo não programou nenhuma reunião com os líderes palestinos durante sua visita.

Segundo a imprensa israelense, Pompeo visitou uma colônia israelense na Cisjordânia, a cidade vinícola de Psagot.

Seria a primeira visita de um chefe da diplomacia americana a uma colônia da Cisjordânia.

Nesta quarta-feira, dezenas de palestinos se manifestaram em Al-Bireh, cidade localizada em frente a Psagot. “Pompeo volte para casa”, diziam alguns dos cartazes.

A colonização israelense na Cisjordania teve um grande impulso nesses últimos anos sob o governo de Netanyahu e com o apoio de Donald Trump na Casa Branca.

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Há um ano, porém, Mike Pompeo anunciou que os Estados Unidos deixariam de considerar essas colônias como contrárias ao direito internacional.

A decisão foi comemorada pela região vinícola de Psagot, que há anos luta para manter o nome “Israel” em suas garrafas, em vez de “colônias israelenses”, como decidiu a Justiça europeia.

“Se as relações internacionais são baseadas em garrafas de vinho, é a morte da diplomacia”, declarou na terça-feira o primeiro-ministro palestino, Mohamed Shtayé.

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