Dois mil anos de história: o “Kotel” (Muro das Lamentações).

Antes de tudo, o Muro das Lamentações é parte significativa do esplendor do Segundo Templo em seu auge.

O muro das Lamentações


Mas o Kotel também é um lugar de nostalgia, de saudades de Jerusalém, dos dias de peregrinação, da unidade e alegria pelos feriados. Um encontro entre o Povo Judeu e o mundo inteiro. Um encontro do homem com Deus. Um encontro do homem consigo mesmo.


O Kotel é um símbolo do renascimento do Povo Judeu em sua Terra, nos dias de festa, nas cerimônias de juramento e nos dias de recordação.
A história do Kotel começa em uma montanha modesta – o Monte Moriá. Ao longo da história, o Povo Judeu viveu grandes eventos sobre esta elevação.

De acordo com a tradição, a Criação do Mundo começou no cume do Monte Moriá, naquela mesma antiga pedra chamada “Pedra Fundamental”.
Quando ao Patriarca Abraão lhe foi ordenado sacrificar o filho Isaque, ambos subiram ao lugar sobre o qual está escrito: “E viu o lugar de longe” – o Monte Moriá.

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De acordo com a tradição, esta é a “Casa de Deus” do famoso sonho de Jacó, aquele em que nosso patriarca viu anjos subindo e descendo a escada que ia do chão até os céus.


Ao longo dos anos foram construídos no Monte do Templo o Primeiro e Segundo Templos, incluindo o Santo dos Santos – o lugar mais sagrado para o Povo Judeu. Ninguém era autorizado a lá entrar, exceto o Sumo Sacerdote no Yom Kipur (Dia do Perdão).

Dois mil anos de história: o “Kotel” (Muro das Lamentações).


Em seus últimos anos, o Templo foi renovado e encheu-se de esplendor com a criação de uma vasta praça, apoiada por quatro paredes artificiais e pelos quatro ventos. O complexo era tão magnífico e impressionante que se dizia que quem não o tivesse visto nunca tinha “visto um belo edifício antes”.

A destruição do Templo pelos romanos foi um terrível desastre que ficou gravado na consciência do Povo Judeu. A estrutura do templo foi destruída, mas as paredes de retenção sobreviveram em parte.

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Na ausência do Templo, os judeus se voltaram para o remanescente mais próximo do Santo dos Santos: o Muro Ocidental. Ao longo das gerações, o Kotel tornou-se o símbolo do anseio do Povo Judeu pela sua cidade arruinada e pelo local do Templo.

Muitos sacrificaram suas vidas, apenas para poder tocar suas pedras e nelas colocar suas orações.
Quando o Muro das lamentações foi libertado, na Guerra dos Seis Dias, realizou-se um dos maiores sonhos do Povo Judeu.
Desde então, o Kotel fervilha de pessoas. Judeus, cristãos e turistas, todos encontram nele um lugar para expressar seus sentimentos. O Muro das Lamentações toca o coração de todos nós.

Fonte

David Elmescany

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