Netanyahu anuncia ter vencido primárias do partido Likud em Israel

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Apesar de a vitória de Netanyahu ser considerada certa, um resultado expressivo de seu adversário, Gideon Saar, pode ser considerado preocupante para ele

Benjamin Netanyahu: líder do Likud tenta retomar o poder em Israel após impasse nas últimas eleições (Ammar Award/Reuters)

Benjamin Netanyahu anunciou na noite desta quinta-feira (26) uma grande vitória nas primárias do seu partido de direita, o Likud, exigidas por Gideon Saar, principal rival do primeiro-ministro israelense e que desejava assumir o comando da sigla.

“Uma imensa vitória! Obrigado aos membros do Likud por sua confiança, seu apoio e sua afeição”, escreveu Netanyahu no Twitter após o fim da votação, com base em resultados parciais que indicam uma boa vantagem sobre Saar.

Quase 116.000 integrantes do Likud participaram do processo, encerrado às 23h local (18h de Brasília).

A taxa de participação foi de 49%, segundo o partido. Os resultados serão divulgados na manhã de sexta-feira.

Ele votou em sua residência em Jerusalém, para onde foi levada uma urna.

Ao chegar à seção onde votou, perto de Tel Aviv, Gideon Saar considerou que este é um “dia fatídico” para o Likud e para Israel. “Podemos ganhar hoje e percorrer um novo caminho que nos permita formar um governo forte e estável”, acrescentou.

O deputado Saar tem poucas chances de vencer as primárias, que se apresentam como uma espécie de referendo da popularidade de Netanyahu.

Para Nathan Moati, morador de Jerusalém de 26 anos, os partidários de Netanyahu não são afetados pelo problemas judiciais.

“Apenas Bibi pode vencer as legislativas. Todos os partidários do Likud devem votar em Netanyahu”, defendeu.

O deputado Saar tem poucas chances de vitória nas eleições internas, que são consideradas uma espécie de referendo sobre a popularidade de Netanyahu.

Mas um resultado apertado seria um duro golpe para o primeiro-ministro, líder do Likud desde 1993 – com exceção de um intervalo de seis anos quando o partido foi comandado pelo falecido Ariel Sharon – e o chefe de Governo com mais tempo de poder na história de Israel.

Após as eleições antecipadas de abril, e depois da segunda votação em setembro, nem Netanyahu nem o centrista Benny Gantz conseguiram o apoio de 61 deputados, número que representa a maioria parlamentar para formar o governo.

O presidente de Israel, Reuven Rivlin, confiou a missão ao próprio Parlamento, que tampouco teve êxito.

Depois que Netanyahu, de 70 anos, foi indiciado em novembro por corrupção, fraude e abuso de confiança em três casos, que ele denuncia como “acusações falsas” com motivação política, seus rivais no Likud, com Saar à frente, exigiram eleições internas.

Saar, nome importante do partido, foi ministro em diversas ocasiões, antes de ser afastado por Netanyahu em 2014.

Gideon Saar é considerado ainda mais à direita do que Netanyahu, especialmente na questão palestina. Apresenta-se, contudo, como um unificador além de seu próprio campo, com base em suas relações com os líderes de outros partidos.

Também se apoia, sem declarar abertamente, no fato de que não é acusado pela Justiça, pois o partido Azul-Branco de Gantz se recusa a dividir o poder com um primeiro-ministro indiciado.

Pesquisas recentes mostraram que um Likud liderado por Saar conquistaria menos cadeiras no Parlamento em 2 de março do que um partido comandado por Netanyahu. Com Saar, no entanto, eleitores do Likud poderiam votar em outros partidos de direita.

Neste caso, a direita israelense, contando todos os partidos, poderia sair reforçada das urnas e superar potencialmente a barreira da maioria parlamentar necessária para formar um governo.

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Viva Israel

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