O coronavírus está ofuscando a pior invasão de gafanhotos da história.

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Nuvens de gafanhotos

Segundo a agência da ONU, eles ameaçam toda a região da África Oriental e Oriente medio. A FAO diz ser necessária uma grande campanha através das fronteiras para combater a praga; se não forem controlados, o número de insetos que devoram colheitas pode aumentar em 500 vezes até junho.

As nuvens de gafanhotos na Etiópia, no Quênia na Somália, Irã e Egito podem crescer ainda mais e se espalhar para outras áreas.

O alerta foi feito nesta segunda-feira pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, FAO, que diz que essas nuvens são “sem precedentes em tamanho e potencial destrutivo”.

Nuvens de gafanhotos

Ameaça

O diretor-geral da agência, Qu Dongyu, disse que essa é “uma situação de dimensões internacionais que ameaça a segurança alimentar de toda região.” Ele afirmou que a FAO está acionando mecanismos que permitirão “apoiar os governos na realização de uma campanha coletiva para lidar com esta crise.” 

O chefe da agência da ONU acrescentou que.

Por isso as autoridades da região já iniciaram atividades de controle, mas, considerando a escala e a urgência da ameaça, é necessário apoio financeiro adicional da comunidade internacional de doadores para que eles possam acessar as ferramentas e os recursos necessários para realizar o trabalho.”  

Nuvens de gafanhotos

Reprodução

De acordo com a FAO, as condições climáticas recentes na África Oriental criaram circunstâncias que favorecem a reprodução rápida dos gafanhotos.

Sem o devido controle, o número de insetos que devoram colheitas pode aumentar em 500 vezes até junho.

Egito

Estas nuvens, que chegam a conter centenas de milhões de gafanhotos do deserto, podem se mover até 150 km por dia, devastando os meios de subsistência rurais.

Um gafanhoto do deserto devora seu próprio peso em alimentos por dia, cerca de dois gramas.

Nuvens

A FAO alerta que as nuvens continuam a chegar ao Quênia, vindos da Etiópia e da Somália. E estão se espalhando rapidamente para o centro do país; segundo a agência, a Etiópia e a Somália não tinham nuvens de gafanhotos do deserto nessa escala há 25 anos. 

Já o Quênia não enfrenta uma ameaça de gafanhotos dessa magnitude em 70 anos.

Por isso no momento, o Sudão do Sul e o Uganda não foram afetados, mas estão em risco.

Propagação

A velocidade de propagação da praga e o tamanho das infestações estão tão além da norma que fizeram com que as capacidades das autoridades locais e nacionais chegasse ao limite.

Dada a escala das nuvens, a FAO diz que o controle aéreo é o único meio eficaz para reduzir o número de gafanhotos.

Dongyu enfatiza que “as operações aéreas precisam ser aumentadas substancialmente e rapidamente na Etiópia e no Quênia.”

Fora isso, ele afirma que atividades de controle de pragas “deve incluir esforços para restaurar os meios de subsistência das pessoas.” 

Nesta fase, e com base em estimativas iniciais, a FAO busca US$ 70 milhões para apoiar urgentemente as operações de controle de pragas e proteção de meios de subsistência nos três países mais afetados.

Mar Vermelho

A Índia, o Irã e o Paquistão apresentam nuvens de gafanhotos do deserto desde junho de 2019, os quais estão se reproduzindo.

Alguns dessas nuvens migraram para o sul do Irã.

Chuvas fortes recentes permitiram que eles colocassem ovos e já se reproduzissem na primavera deste ano.

Egito, Eritreia, Arábia Saudita, Sudão e Iêmen também estão observando uma grande reprodução de gafanhotos, que podem se expandir para nuvens nos próximos meses.

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