O maior atentado terrorista ocorrido na América Latina

Por: Adso Filipe

Era manhã de 18 de julho de 1994, Buenos Aires, Argentina. Ao que tudo indicava, seria mais um dia comum.
Porém, minutos antes das 10h uma van carregada com explosivos detonou em frente ao prédio da Amia (Associação Mutual Israelita Argentina), matando 85 pessoas e deixando centenas de feridos.

Posteriormente, no decorrer das investigações, fora apontado o envolvimento do governo iraniano no atentado, através de seu braço terrorista libanês, o Hezbollah.

Em 2015 o procurador encarregado de investigar o caso, Alberto Nisman, declarou que a então presidente da Argentina, Cristina Kirchner, trabalhou para encobrir o envolvimento do Irã no atentado. Ocorre que dois anos antes (2013) Kirchner firmou um “memorando de entendimento” com o governo iraniano para investigar o caso conjuntamente.

Segundo as declarações de Nisman ela havia estabelecido um “canal de comunicação paralelo” com o Irã para evitar a relação de altos funcionários do governo iraniano no atentado.

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Nisman, que era judeu, foi assassinado pouco antes de entregar as provas de suas declarações aos juízes do caso.

Somente em março de 2018 Kirchner foi formalmente acusada de encobrir as investigações. Como ela tem foro privilegiado, pois atualmente é senadora, possui imunidade das acusações.

Após 25 anos do atentado o atual presidente da Argentina, Maurício Macri, estabeleceu por decreto em seu país o grupo Hezbollah como uma organização terrorista, no que logo foi seguido pelo governo do Paraguai.

Para mais informações sobre o caso consulte as seguintes fontes:
“O vazio de uma história sem fim” do jornalista Leonardo Coutinho — Estadão.

<https://www.google.com/amp/s/cultura.estadao.com.br/blogs/estado-da-arte/o-vazio-de-uma-historia-sem-fim/%3famp>
<https://www.enlacejudio.com/2019/09/03/terminamos-consumiendo-naranjas-de-israel-cristina-kirchner-genera-polemica-por-peculiar-expresion/>

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