OMS alerta para riscos dos passaportes de imunidade

Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor da Organização Mundial de Saúde
Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor da Organização Mundial de Saúde

“Atualmente não há evidências de que as pessoas que se recuperaram da COVID-19 e que têm anticorpos sejam imunes a uma segunda infeção”, disse a Organização Mundial da Saúde em comunicado.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou, este domingo, para os riscos associados à ideia dos chamados passaportes de imunidade, assinalando que não existem atualmente evidências de que as pessoas que recuperaram da covid-19 estejam protegidas.

O conceito de passaportes de imunidade ou passaportes sanitários tem sido referido como uma forma de perceber o nível de imunidade numa determinada comunidade e de permitir que as pessoas que têm anticorpos da doença provocada pelo novo coronavírus possam regressar ao trabalho, mas a OMS considera que são necessárias mais pesquisas sobre esta questão.

“Atualmente não há evidências de que as pessoas que se recuperaram da COVID-19 e que têm anticorpos sejam imunes a uma segunda infeção”, disse a Organização Mundial da Saúde em comunicado.

“Até à data, nenhum estudo avaliou se a presença de anticorpos para SARS-CoV-2 confere imunidade contra infeções futuras por esse vírus em humanos”, explica.

A OMS alerta ainda que as pessoas que assumem estar imunes a uma reinfeção por covid-19 poderão ter tendência para ignorar os conselhos das autoridades públicas de saúde, pelo que os referidos passaportes podem aumentar o risco de transmissão contínua do vírus.

A agência da saúde da ONU acrescenta também que os testes para medir a presença de anticorpos do novo coronavírus requerem “validação adicional para determinar a sua precisão e fiabilidade”.

Ao longo dos últimos dias vários países avançaram com a realização de testes para detetar a presença de anticorpos do novo coronavírus, estando também em estudo hipóteses de criação de passaportes de imunidade ou de passaportes sanitários.

A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de covid-19 já provocou cerca de 200 mil mortos e infetou quase 2,8 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 736 mil doentes foram considerados curados.

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