Os judeus reconheceram a presença árabe, mas os árabes não reconheceram a presença judaica

Os judeus

O horrível linchamento ontem em Bat Yam (cidade relativamente pequena ao lado de Tel Aviv) é um de uma enxurrada de incidentes violentos que ocorreram em todo o país na semana passada, a grande maioria deles foi dirigida contra judeus.

Ao contrário do que está refletido aqui: não há luta civil entre duas nações ou duas religiões. Manifestantes árabes passaram ontem à noite (14/05 ), entre negócios dos judeus na cidade de Acre (no litoral norte de Israel) incendiando um por um, e se houver judeus dentro que possam ser mortos – então melhor ainda.

O fato de que os cidadãos árabes de Acre irão afundar no desemprego e na pobreza por causa disso não os interessou, em face do valor sublime de uma guerra contra os judeus. Um judeu de mais de 80 anos ficou preso em um incêndio no Effendi Hotel e ainda estão lutando por sua vida no hospital.

As tentativas de Linchamento foram feitas em Lod, Tamra e Acre e também em Jerusalém no início da semana, mas quem ainda se lembra. Manifestantes árabes do outro lado (referência aos bombardeios do Hamas) assassinaram um menino judeu de cinco anos que se disfarçou no último Purim como uma tartaruga ninja, uma trabalhadora estrangeira da Índia, uma mulher de Holon que estava voltando para casa, um pai e uma filha de Lod (esses dois últimos árabes israelenses.

Muitos judeus também foram feridos ontem à noite em Lod por armas de fogo, pedras, coquetéis molotovs e incêndios. Em Haifa, 60 pessoas ficaram feridas pela inalação de fumaça causada pela queima de carros de judeus. Esta é uma lista parcial que, em parte, nem mesmo um décimo de todos os eventos da semana. Ao mesmo tempo, um linchamento horrível ocorreu em Bat Yam na noite passada.

Desordeiros judeus espancaram um árabe horrivelmente com a bandeira israelense, (alguns poucos) com tsitsiot para fora de suas roupas e sem temor a Justiça Divina. A polícia tem que perseguir e localizar um por um e colocá-los na prisão por muitos anos.

Se houvesse polícia lá, eles teriam sido neutralizados. Dos poucos casos de vandalismo de judeus que conhecemos, a lei no Estado de Israel se fez valer. A cobertura da mídia israelense judaica, se concentra repetidamente em Bat Yam (no linchamento em questão). Isso é o oposto na mídia árabe? Os jornalistas e apresentadores das emissoras árabes também estão chocados com as tentativas de assassinato em massa contra judeus? Não, não há simetria, apesar das tentativas sem nexo algum de inventá-la antes mesmo do linchamento em Bat Yam, não há simetria.

Não se trata de “conflitos nas cidades mistas”, mas de um ataque de rebeldes árabes contra cidadãos judeus, suas propriedades, suas famílias e seus lugares sagrados (inclusive sinagogas). Não se trata de “violência mútua”, mas de uma enorme onda de ataques à coexistência, contra a qual um punhado de judeus violentos está se levantando em alguns lugares do país.

Quinze minutos depois do linchamento em Bat Yam, meu telefone ficou sobrecarregado de chamadas condenando convictamente esse brutal linchamento, eram altos funcionários do país, do presidente Rivlin ao parlamentarista Smutrich (de extrema direita). Por que os membros árabes do Knesset demoraram mais de um dia até que parassem de gaguejar (e não todos)? E como é que ainda não ouvimos, ao menos, uma condenação clara! E até agora, não ouvimos desses parlamentaristas, nenhuma condenação ao tiroteio hediondo do Hamas que matou, entre outros, um cidadão árabe e sua filha na manhã de terça-feira (11/05)? Se criminosos árabes tivessem atacado civis árabes em Lod, seu grito teria ido para o céu, e com razão.

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Mas quando se trata de motins, com armas vivas, contra civis judeus, tudo vem como telegramas a moda antiga: gaguejantes, fragmentados e atrasados. Qualquer um que tenta pela força, durante toda a sua vida, produzir simetria, busca transmitir como se houvesse uma guerra civil ao estilo de Belfast aqui, entre duas nações ou duas religiões.

E não é isso. Desde o início do sionismo, os judeus reconheceram a presença árabe, mas os árabes não reconheceram a presença judaica. Gaza poderia ter vivido em paz e prosperidade se não tivesse decidido destruir nossas casas com ódio.

Lod poderia florescer também, e Acre floresceu, até que essa alarmante onda de ódio estourou. Nenhum linchamento judeu jamais foi realizado, simplesmente assim, sem motivo, contra residentes árabes de Haifa, Jaffa, Lod ou Ramla.

Os judeus nunca se revoltaram no Muro das Lamentações contra os árabes no Monte do Templo, muito pelo contrário. E eles ainda ousam dizer que al-Aqsa está em perigo. Essa simetria distorcida também pode custar vidas humanas: enquanto o Estado de Israel se recusar a reconhecer a situação, atrasará o envio de tropas às cidades envolvidas, assim como a imposição do toque de recolher em Lod foi adiada. Não há tempo a perder e nem simetria.

Não, não há Simetria Jornalista Amit Seguel do N12 – Tradução livre por David Salgado (artigo que não representa em sua totalidade, a opinião do tradutor) Link para a matéria original

Fonte

David Elmescany

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