Oxford acredita ter vacina para a Covid-19 em setembro.

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Ensaio clínico envolve seis mil voluntários Foto: Adrian DENNIS / AFP

A Universidade de Oxford acredita que em setembro pode ter a vacina contra a Covid-19. Um grupo de investigação conseguiu resultados eficazes em macacos e até ao fim de maio vai testar o fármaco em seis mil pessoas.

A liderança de Oxford na corrida para encontrar uma vacina contra a pandemia de Covid-19 explica-se pelo facto de no ano passado uma equipe de investigadores do Edward Jenner Institute for Vaccine Research (Instituto Edward Jenner para Investigação de Vacinas) ter conseguido demonstrar que no caso de outros coronavírus, as inoculações eram inofensivas para os seres humanos.

Agora, os cientistas vão avançar com testes em seis mil pessoas para verificar a eficácia da vacina, que já foi testada em macacos e com resultados promissores.

Em março, o fármaco foi administrado em macacos-rhesus, “os mais parecidos com os humanos”, contou Vincent Munster, responsável pelo estudo, ao “The New York Times”.

Do grupo de primatas, amplamente exposto ao novo coronavírus, os seis que receberam uma única dose da vacina mantiveram-se saudáveis mais de 28 dias e os que não receberam qualquer tratamento ficaram doentes.

Por confirmar está ainda se a eficácia se verifica ou não em humanos. No caso de conseguirem provar que resulta, acreditam que a aprovação urgente deste fármaco pelas entidades reguladoras pode colocar no mercado os primeiros milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 já em setembro.

A investigação do Instituto Jenner centra-se na alteração do código genético do vírus para neutralizar os seus efeitos através da injeção de um composto inofensivo que obriga o sistema imunológico a combater e matar o vírus-alvo, neste caso o Sars-Cov-2, o novo coronavírus, fornecendo proteção ao organismo.

A primeira fase do ensaio clínico em humanos já arrancou com 1100 voluntários e, até ao final de maio, seis mil serão vacinados para se verificar a eficácia e também a segurança do fármaco.

A festa só chegará se os resultados demonstrarem que mais de uma dezena de participantes que receberam placebo (substância sem efeitos) no ensaio ficarem doentes com Covid-19 comparados com apenas um ou dois que tenham recebido a verdadeira vacina.

Fonte: AFP

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