Por que ainda existem refugiados palestinos?

“Palestinos” é um nome dado aos árabes, depois da guerra de 67, que viveram ou ainda vivem na área conhecida como Palestina durante o Mandato Britânico (1920-1948) e, após esse período, até o presente, incluindo seus descendentes, mesmo que tais descendentes nunca houvessem colocado os pés na área conhecida como Palestina.

Enquanto o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (UNCHR) tem feito o reassentamento de mais de 10 milhões de refugiados desde a Segunda Guerra Mundial, a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Próximo Oriente (UNRWA) é uma agência de socorro, desenvolvimento humano e educação, proporcionando cuidados de saúde, serviços sociais e ajuda de emergência para 5 milhões de refugiados palestinos que vivem na Jordânia, no Líbano e na Síria, assim como na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. A UNRWA foi criada especificamente para manter o status de refugiado, não para acabar com ele.

Pela definição da UNRWA, os refugiados palestinos são pessoas, cujas residências habituais se encontravam na Palestina entre junho de 1946 e maio de 1948, que perderam seus lares e meios de subsistência como resultado do conflito árabe-israelense de 1948, incluindo seus descendentes.

O mundo está focado excessivamente nos “pobres palestinos” que vivem em Gaza, na Judéia ou em Samaria, e ignora os refugiados palestinos que vivem no Líbano, na Síria ou na Jordânia, onde eles somam respectivamente 400.000, 450.000 e cerca de 2.000.000. Para se ter uma ideia, a UNRWA listou em 2010 mais de 775.000 refugiados na Cisjordânia e 1,1 milhão em Gaza.

Em janeiro de 2010, a UNRWA mencionou 1.396.368 de refugiados registrados nos acampamentose 3.370.302 de refugiados registrados fora dos acampamentos. Obviamente, existem milhões de palestinos que não são refugiados.

A Liga Árabe deu instruções aos seus membros para negar cidadania aos refugiados árabes palestinos (ou seus descendentes) “para evitar a dissolução de sua identidade e proteger seu direito de regressar à sua pátria.”

Os árabes palestinos na Cisjordânia e em Gaza têm o direito de formar um governo e governam a si mesmos dentro dos limites dos acordos de Oslo. O governo deles, conhecido como Autoridade Palestina (AP), tem total autonomia em todos os assuntos, salvo uma limitação sobre questões de segurança que afetam Israel.

Pode-se afirmar com segurança que os palestinos na Cisjordânia e em Gaza são os responsáveis por seu próprio infortúnio. Nas eleições passadas, eles escolheram entre dois partidos, Fatah e Hamas, que são devotos da “resistência”, que é apenas um eufemismo para o terrorismo. Como resultado dessa “resistência”, quer sob a forma de milhares de foguetes lançados de Gaza pelo Hamas contra áreas civis em Israel ou a com a implantação de terroristas suicidas pelo Fatah em Jerusalém, Israel impôs restrições sobre eles, como um bloqueio legal de Gaza e restrições de viagens na Cisjordânia. Essas restrições são para fins de segurança e não tem como objetivo a punição. No entanto, nos últimos anos, Israel tem aliviado essas restrições, e, como resultado, a economia palestina na Cisjordânia está experimentando uma taxa de crescimento impressionante.

A autoridade palestina pode a qualquer momento comprometer suas demandas e ter um Estado próprio, mas se recusa a fazer isso. Como o Governador Mitt Romney recentemente afirmou: “São os palestinos que não querem uma solução de dois Estados. Eles querem eliminar o Estado de Israel.”

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Tradução: Renan Poço Revisão: Márcio Flemming

Agradecemos à Prager University. We thank Prager University. www.PragerU.com

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