A Guiné registrou o primeiro caso da doença provocada pelo vírus de Marburgo

primeiro caso

A Guiné registrou o primeiro caso da doença provocada pelo vírus de Marburgo, altamente infeccioso e que provoca febre hemorrágica, anunciou nesta segunda-feira a Organização Mundial de Saúde (OMS). O caso também é o primeiro registrado no oeste da África.

A OMS considera alta a ameaça nos níveis nacional e regional, e baixa no nível internacional. “A doença provocada pelo vírus de Marburgo, que pertence à mesma família responsável pelo ebola, foi detectada menos de dois meses depois de a Guiné ter declarado o fim da epidemia de ebola, que começou no início do ano”, destacou o escritório regional da OMS em um comunicado.

O governo da Guiné confirmou o registro do vírus. “A investigação sobre o caso, iniciada em 4 de agosto, não mostrou casos suspeitos de febre de Marburgo. Mas foram identificados 155 contatos, que são acompanhados diariamente”, assinalou.

Leia mais:

O caso foi detectado na prefeitura de Guéckédou, sul do país. Trata-se de um homem que morreu no último dia 2 e cujos sintomas remontam a 25 de julho, segundo a OMS. Amostras colhidas da vítima e analisadas em laboratório em Guéckédou, assim como no Laboratório Nacional da febre hemorrágica, confirmaram o vírus, bem como análises complementares feitas pelo Instituto Pasteur do Senegal.

O paciente foi atendido em uma clínica de Koundou, Guéckédou, para onde foi enviada uma equipe médica a fim de estudar o agravamento dos sintomas.

O diretor geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou no Twitter para a necessidade de “um esforço conjunto visando a evitar a transmissão e proteger as comunidades”.

Uma primeira equipe de 10 especialistas da OMS, incluindo epidemiologistas e socioantropólogos, está no local para apoiar as autoridades nacionais de saúde. A vigilância transfronteiriça foi reforçada, para detectar eventuais casos e os países vizinhos estão em alerta.

A doença do vírus de Marburgo é transmitida ao homem por morcegos frugívoros e se espalha em humanos pelo contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas, ou com superfícies e materiais, de acordo com a OMS.

A doença começa repentinamente com febre forte e fortes dores de cabeça. As taxas de mortalidade variaram de 24% a 88% em epidemias anteriores, dependendo da cepa viral e do atendimento dos casos, acrescentou.

A prefeitura de Guéckédou é a mesma onde foi declarada recentemente a epidemia de Ebola, e onde os primeiros casos desse vírus foram detectados no oeste da África, entre 2014 e 2016.

Fonte:

David Elmescany

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Next Post

Israel reduz para 12 anos idade para receber terceira dose da vacina

seg ago 30 , 2021
Israel anunciou neste domingo que reduziu para 12 anos a idade mínima para receber a terceira dose da vacina anticovid, com o objetivo de combater o aumento de contágios provocado pela variante delta. “Hoje, ampliamos a possibilidade de receber o reforço, ou seja, a terceira inoculação da vacina, a toda […]