Registro recorde de voluntários árabes nas FDI

O número dobrou em relação ao ano anterior e ultrapassa mil voluntários, incluindo muçulmanos, beduínos, cristãos e drusos que vivem nas Colinas de Golan.

Durante o ano de 2020, especialmente após o início do surto do coronavírus, houve um aumento acentuado no número de árabes que querem se alistar nas Forças de Defesa de Israel.

De acordo com os dados, que surpreenderam oficiais superiores do exército, este é um salto anual que dobra o número atual de recrutas no setor árabe, que inclui muçulmanos, beduínos e árabes cristãos.

Cerca de 4.000 pessoas se candidataram e manifestaram interesse em servir nas FDI, dos quais 1.200 foram aprovados e cerca de 250 já estão em processo de recrutamento.

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O crescimento também se reflete no número de voluntários que se alistaram nos serviços de combate: 450. O restante dos voluntários estão disponíveis para servir em outras áreas do exército, como medicina, enfermagem, motoristas de veículos ou para emergências dentro do Comando de Frente dentro das localidades em que residem.

Diante desse crescimento na demanda, o exército israelense abriu um escritório de recrutamento em uma base no norte, onde grande parte da população árabe do país está concentrada, o que servirá para ministrar cursos que permitem que voluntários melhorem sua comunicação em hebraico.

Outros programas de integração também são mantidos, como o chamado “Embaixadores de Uniforme”, um curso de treinamento que também dobrou sua frequência em comparação com anos anteriores.

Colinas de Golã.
Colinas de Golã.

As Forças de Defesa de Israel também informaram que perceberam um grande avanço em relação à vontade de se alistar no exército de jovens drusos de aldeias no norte das Colinas de Golã.

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Historicamente nesta região do país, as comunidades drusas evitam expressar sua identificação com o Estado de Israel por medo de que no futuro esta região seja devolvida à Síria, como parte de um acordo entre os países, e que isso leve a represálias para as populações locais.

“Isso também acontece no setor ultra-ortodoxo”, porta-vozes militares disseram que até o final de abril serão abertos três cursos de treinamento que adicionarão 300 judeus ortodoxos às fileiras do exército. “Há duas semanas abrimos estágios para reservistas e haviam ortodoxos que nunca tínhamos visto, e não apenas jovens que decidiram abandonar seus estudos religiosos”, disse um gerente de recursos humanos das FDI.

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David Elmescany

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