Israel fecha “hermeticamente”: Aeroporto Ben Gurión não funcionará

O desligamento total do estado começará amanhã, terça-feira, e durará pelo menos até o final deste terceiro bloqueio, que termina no próximo domingo. Apenas vôos humanitários serão permitidos.

O governo aprovou, neste domingo (24), o fechamento do Aeroporto Internacional Ben-Gurion, principal porta de entrada à Israel, de terça-feira até o fim do bloqueio atual, com o objetivo de frear a propagação do coronavírus. A medida “selaria hermeticamente o estado”, disse o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

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O plano aprovado pelo governo inclui o fechamento hermético total do aeroporto até o final do lockdown no próximo domingo, com exceção de vôos para fins humanitários e circunstâncias extraordinárias.

Isso ocorre em resposta ao aparecimento de várias novas cepas do vírus, que são mais infecciosas e potencialmente mais prejudiciais. “Só nesta semana de céu fechado, mais de um milhão de israelenses serão vacinados”, disse Netanyahu, que estava pressionando o resto do governo pelo fechamento total.

“Dado o aumento de variantes, ou seja, taxa recorde de infecção e possivelmente mais mortes, eu disse para fechar primeiro” (antes que ocorra algo mais grave), comentou o primeiro-ministro.

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“Ao contrário do que se fala ao público, no lockdown anterior fechamos o céu no formato normal de abril a agosto. Porém agora estamos literalmente fechando, sem vôos comerciais e nem nada mais, exceto por circunstâncias excepcionais”.

Nethanyahu explicou: “Percebi o problema da urgência devido a mutações do vírus no mundo. Não só as variantes estão lá fora … é o suficiente para entrarmos em uma e não pegá-la”, disse ele no início do domingo.

Leia mais:

Israel está no meio de uma campanha maciça para vacinar toda a população adulta o mais rápido possível. Até agora, cerca de 25% da população total recebeu a primeira dose da vacina e cerca de 10% já haviam recebido a segunda dose.

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Funcionários do Ministério da Saúde alertaram que as variantes causam uma doença mais grave, que nem sempre é detectada com os métodos de teste existentes, depois que foi descoberto que seis mulheres grávidas hospitalizadas em estado grave com COVID-19 foram infectadas com a nova mutação do vírus que foi vista pela primeira vez na Grã-Bretanha.

“Nosso laboratório viral central recebeu até agora 10 amostras de mulheres grávidas que sofrem de COVID-19. Completamos o sequenciamento de DNA de sete dessas amostras e descobrimos que seis delas são da variante britânica”, comentou um funcionário do ministério. A agência de saúde pública pede as mulheres grávidas que se vacinem contra o coronavírus o mais rápido possível.

David Elmescany

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